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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mete o dedo nessa urna aí, seu vagabundo!!!



A discussão sobre reforma eleitoral no congresso, trata de temas diversos, como a previsão do voto impresso até 2014, exigência de documento com foto a partir de 2010, questões relativas ao fundo partidário (ou como dividir a carcaça entre um tiranossauro e um camundongo), cota de 10% do tempo da propaganda para mulheres, entre outras várias delongas.

Um dos pontos mais polêmicos diz respeito à prestação de contas. Se o texto da proposta for aprovado sem alterações, o político comum poderá prestar contas apenas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e estará livre do fardo da aprovação pela Justiça Eleitoral. Isso pode anistiar 51 mil políticos que não prestaram contas nas eleições municipais de 2008, uma quantidade de gente que entupiria um estádio de futebol do calibre de um Pacaembu.

Os arquitetos e engenheiros do Departamento de Obras do Partido da Baixaria Nacional já estão finalizando os projetos dos novos Estádios Legislativos, previstos para a Copa Eleitoral de 2014 (clique aqui para ver a proposta original).

Outra das discussões mais polêmicas do projeto de reforma eleitoral diz respeito à liberação do uso da internet em campanhas, além de possíveis restrições à emissão de opinião em certos formatos internáuticos, como sites jornalísticos. Montagens audiovisuais que "ridicularizem” ou “privilegiem” candidatos podem render multas entre 5 e 30 mil reais, mais direito de resposta.

O presidente do PBN, Embair Furtado, declarou estar tranquilo a respeito deste suporte cá que acolhe as boas novas pebenistas. "Trata-se de um veículo puramente partidário. O Partido da Baixaria Nacional está em campanha perene para a tomada do poder, nossa propaganda enganosa está além de qualquer período eleitoral, nenhum ditame legal deterá nossa saga baixarista."

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, revogará tal regulamentação restritiva no campo da opinião (se for de fato aprovada) através do Ato Institucional "Tá Rindo Do Quê, Seu Palhaço?". Tal medida não será imposta por ideais democráticos, já que as ações pebenistas preveem a plantação, a implantação e a implementação da ditadura da baixaria.

Embair Furtado, em seu documento sem foto que trata do supracitado ato, explica: "Este regramento restritivo atualmente em discussão no Legislativo Federal é totalmente desnecessário. O Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder e adotar o regime de partido único, irá exercer com exclusividade o uso de conteúdos que privilegiem candidatos, beneficiando, como em todos seus atos e ações, apenas o próprio partido. No mesmo sentido, outorgará o monopólio pebenista do exercício da 'ridicularização', voltando o mesmo à esculhambação exclusiva do eleitor e cidadão comum deste nosso Brasil varonil.

Como decorrência da adoção dessas medidas, e em benefício da cultura nacional, manter-se-á a tradição das tradicionais condutas ancestrais da paiaçada política, praticada desde os tempos em que se votava em cédulas de barro, depositadas em urnas de pedra. Ao mesmo tempo, dispensa-se o aparato dispensado à censura da rede virtual, poupando os cobres dos cofres públicos. A verba economizada será igualmente aplicada em benefício do próprio Partido da Baixaria Nacional."

Por isso, filie-se e vote no PBN, o partido que enfia o dedo na urna, bota a mão no pleito, pressiona o botão que confirma e faz gritar sem sentir dor.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Regra três

Ligou?

Vai somando.

Em 3 de julho de 2007, Joaquim Roriz (PMDB-DF) renunciou ao cargo de senador, após acusações de corrupção, pressão e influência sobre liberação de recursos do Banco de Brasília (BRB) e participação direta em uma quadrilha voltada ao desvio de verbas públicas. A "Operação Aquarela", de 19 de julho de 2007, envolveu a Polícia Civil, a Receita Federal e o Ministério Público.

Somou?

A posse do suplente de Roriz, Gim Argello, estava então marcada para o dia 17 do mês seguinte. No mesmo dia, um documento de impedimento foi protocolado no Senado por conta de várias acusações sobre crime eleitoral, a serem julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. À época, outras denúncias contra Roriz ainda pipocavam pela imprensa, como a de suborno a juízes do Tribunal Regional Eleitoral, para amansar os processos contra ele relacionados às eleições de 2006.

Quanto deu?

Com a renúncia, Joaquim Roriz escapou de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. O processo apenas o tornaria inelegível até 2022. Roriz estaria safo se renunciasse antes de ser notificado pelo conselho. O então presidente do colegiado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que notificaria na quinta-feira, a tempo de Roriz encaminhar a carta de renúncia no dia anterior.

"São por essas razões que sou obrigado a tomar [essa decisão], por respeito ao povo do Distrito Federal. Prefiro acreditar na grandeza que se pode colher quem vive os fatos da história."
--- Joaquim Roriz, em julho de 2007


Corta!


(pausa)


Roosewelt Pinheiros/AE"Nossos comerciais, por favor!"


Ação!


Segundo pesquisa Band/Vox Populi, realizada entre os dias 31 de julho e três de agosto de 2009, Joaquim Roriz é o preferido entre os eleitores do Distrito Federal para assumir o governo local. Roriz lidera com 39%, seguido pelo atual governador, José Roberto Arruda (DEM), com 37%. Numa simulação em que o candidato petista é trocado (Geraldo Magela por Agnelo Queiroz), somado à inclusão de Maria Abadia (PSDB) no embate, Roriz alcança 40%, seguido por Arruda, com 36%. Sem Maria Abadia, Roriz chega aos 41%; José Arruda ainda em segundo, com 36%. Trocando o candidato do DEM (José Roberto Arruda por Paulo Octávio), o petista Queiroz assume a segunda posição com 15%, enquanto Joaquim Roriz arrebata 47%.

(risos em off da platéia)

"E o que estamos fazendo aqui parados neste buteco, fazendo fiado na cerveja, no torresmo e no cigarro? Vamos tomar o poder, que o bicho é loco, e o povo clama por nós, bando de bunda mole!", esbravejou Embair Furtado, presidente do Partido da Baixaria Nacional, erigindo os ânimos das fileiras pebenistas, com o punho em riste e pensando tratar-se a si mesmo de um novo messias, que não comete milagres, mas compreende os efeitos dos fenômenos cuja causa escapa à razão humana. "Nem te conto do porre que tomei ontem, ninguém botou uma fé. Foi algo que 'ultrapassa o poder da natureza e a previsão dos espectadores'", concluiu o guia baixarista, citando o tal do São Tomás.