terça-feira, 13 de outubro de 2009

Campanha eleitoral gratuita

O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), foi denunciado no dia 19 de agosto ao Ministério Público Federal e está sendo ainda investigado por enriquecimento ilícito e movimentação financeira fraudulenta. Segundo o coordenador do Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral em Alagoas, Antônio Fernando da Silva, o prefeito teria movimentado em sua conta bancária pessoal, nos últimos cinco anos, mais de R$ 5.000.000,00. Cícero Almeida também havia sido um dos mais de cem indiciados, em 2007 e 2008, em diversos estados do Brasilzão afora, na Operação Taturana, da Polícia Federal, que apurou o desvio de R$ 300.000.000,00 na Assembleia Legislativa alagoana, quando o atual prefeito de Maceió era ainda deputado.

Cícero Almeida nega envolvimento com a batida de carteira no legislativo e, sobre a movimentação financeira milionária, alega que os valores são frutos de doações recebidas por ele nas últimas campanhas eleitorais.


"Meus votos de boa sorte." 

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder e instituir um regime de partido único, continuará aceitando doações de campanha, mesmo que não exista campanha alguma em vigor. Por outro lado, extinguirá a cobrança de impostos do cidadão comum e do setor produtivo. "Não tem porque cobrar imposto, é só aumentar a receita das doações de campanha. Só esta proposta de alívios fiscais vai angariar uma infinidade de aliados para a nosso projeto de perpetuação no poder", declarou Embair Furtado, mentor tributário da baixaria. Em entrevista coletiva, Furtado tirou dúvidas de cidadãos desprovidos de inteligência que não compreendem a lógica política pebenista.

Repórter - E sobre a política de arrecadação por meio de campanhas eleitorais fajutas, como o senhor vai convencer a sociedade a doar mais cobres para seus cofres?
Furtado - Ora, meu caro. Todos os recursos arrecadados serão utilizados em benefício apenas dos correligionários pebenistas. Por isso, filie-se e vote no Partido da Baixaria Nacional, o partido que passa o chapéu, compra a breja, assa a carne e fica com preguiça de limpar a casa depois.

Ciência pebenista - Sessão Recuerdos IX

(publicado em julho de 2002)

Texto da página de ações do governo federal (www.brasil.gov.br/acoes):
(Nota atual: a página em questão já não mais existe)

"Os graves problemas da conjuntura nos absorvem e muitas vezes não temos consciência do quanto este país está se transformando. Somos um país de trajetória pacífica, que construiu seu vasto território virtualmente sem as cicatrizes das guerras."

Ciente disso, o PBN, ao tomar o poder, será indiferente aos graves problemas da conjuntura, para que tenhamos consciência do quanto este país está se transformando.

Em nota oficial, o presidente do Partido da Baixaria Nacional, Embair Furtado, questionou: "Se transformando? Porra! E ninguém me avisa?"

Também proibirá sumariamente a batalha naval e o uso do morto em jogos de buraco, para que o Brasil possa construir seu vasto território virtualmente sem as cicatrizes das guerras.

"Cubra-me", disse a vaca ao touro.

Durante visita ao Brasil, o suíço Jean Ziegler, relator especial da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o Direito à Alimentação declarou que, para a ONU, 15 mil assassinatos por ano equivalem a uma guerra. No Brasil são 40 mil assassinatos por ano. "Há uma guerra social aqui. Em um país onde há terra fértil, riqueza e um clima tropical, a fome é um genocídio, não uma fatalidade", acrescentou Ziegler, que acredita que a fome no Brasil é uma das explicações para a violência urbana.

O presidente Fernando Henrique Cardoso criticou as conclusões. "É um exagero falar em 25 milhões de pessoas com fome, é preciso mostrar onde", disse.

Em nota oficial, o presidente do Partido da Baixaria Nacional, Embair Furtado, declarou: "É preciso monstrar onde? Estão aqui no meu bolso."

(publicado em julho de 2002)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Majestade, a baixaria

Segundo pesquisa do Instituto Análise, 35% do eleitorado brasileiro acredita que a função do presidente é "aprovar leis para o país". Apenas 30% relacionou a função ao Senado, e 20% à Câmara dos Deputados. O senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) comentou o resultado: "No Brasil o presidente da República tem força quase monárquica. E o Legislativo está imprensado entre um Executivo forte e um Judiciário que se intromete."


"Eu sempre fui chegado numa coroa", declarou Embair Furtado, enquanto encoxava uma de suas senis concubinas no tanque.

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, elevará o cabeça da dinastia baixarista ao título de Imperador Embair Furtado I, chefe do Poder Desmoderador, para o bem de todos e felicidade geral da nação. "Se o Lula é o cara, Roberto Carlos é rei e Xuxa é rainha, eu sou o cão chupando manga. Não gostou, pega no meu cetro", declarou o sobranceiro mestre de todas as putarias imperativas.

Por isso, filie-se ao Partido da Baixaria Nacional, o partido que dá uma imprensada na legislatura, mostra o Executivo forte, intromete o Judiciário e dá três poderes sem sair de cima.

Fio-terra

O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), em um encontro com empresários em Campo Grande, criticou a proibição da implantação de novas usinas de açúcar e álcool em região da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai. A proibição se deu por parte do Governo Federal e Puccinelli não poupou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que defendeu a restrição. "É viado e fuma maconha", bradou o governador.

A presença de Carlos Minc é esperada para a prova da "Meia Maratona Internacional do Pantanal Volta das Nações", prevista para o dia 11 de outubro na capital do Mato Grosso do Sul. André Puccinelli afirmou: "se ele viesse, eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública."

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional alerta seus correligionários a andarem sempre de costas para a parede caso adentrem o território do Mato Grosso do Sul. O presidente do nosso partido orienta: "Este senhor governador mato-grossense-do-sul está a perigo, quer comer até bunda de ministro! Fiquem atentos a este clamor de aviso! Eu delibero sem pestanejar: no meio ambiente em que mamãe passou talquinho, vagabundo nenhum planta a cana! Este é o alerta de nosso partido a todos os integrantes das fileiras do Partido da Baixaria Nacional!

"...e quem for ministro que se vire..."

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dívida Estética - Sessão Recuerdos VIII

(publicado em setembro de 2002)



Ciro Gomes e ACM: Baile dos mascarados

Segundo estimativas da polícia, cerca de 400 mil pessoas participaram do Fortal, principal carnaval fora de época de Fortaleza. O candidato do PPS à Presidência, Ciro Gomes, participou do Fortal, cantando as músicas "Minha pequena Eva", com a banda Asa de Águia, e "Será", com a banda Chiclete com Banana. A festa acabou se tornando o maior ato da campanha do candidato, que segurava a bandeira do Brasil.

No intervalo das músicas, o vocalista da banda Asa de Águia, Durval Lélis, discursava a favor de Ciro: "Vocês sabem que eu não sou político, meu rei, mas eu não ia deixar de fazer discurso. O Ciro é gente boa, é inteligente, sabe administrar e ainda por cima é bonito. Já viu o Brasil sendo governado por um presidente feio?"



Os presidenciáveis durante debate em vestido longo.

A classe política profissional sempre foi um bando de urubus brucutus sem qualquer bom senso visual (exceção feita a Cicciolina e outras aparições anormais), fato que é de conhecimento universal.

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, substituirá as fotos do Grande Irmão e futuro gerente nativo no Brasil, Embair Furtado, por calendários de borracharia. O país contará, inclusive, com uma equipe ministerial de bonecas infláveis, para aquecer a economia, estimular a educação e beneficiar a saúde.

Em nota oficial, o presidente do Partido da Baixaria Nacional, Embair Furtado, declarou que "a baixaria já está tentando entrar em contato com o vocalista da banda Asa de Águia, Durval Lélis, para que se comprometa a ser Ministro do Concurso Miss Brasil, ministério a ser implementado no domínio pebenista".

(publicado em setembro de 2002)

P.S.: Atualmente, Ciro Gomes é deputado federal pelo PSB-CE e transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo no dia 2 de outubro de 2009. Cogita-se a possibilidade de sua candidatura à presidência ou ao governo paulista. O atual presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, declarou: "Se quiser se candidatar em São Paulo, o PT precisa levar essa possibilidade a sério".

Por isso, filie-se e vote no Partido da Baixaria Nacional, o partido que não se leva a sério, ri de seus oponentes, casca o bico da amargura, "e ainda por cima é bonito", de acordo com os anseios do eleitorado brasileiro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

És mãe gentil

Em sessão solene e suntuosa do Congresso Nacional, no último dia 23, os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), promulgaram a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que inventa mais 7.709 novas vagas de vereadores. Durante mais de uma semana, centenas de suplentes, que pretendem ser empossados o quanto antes, entupiram as galerias da Câmara e do Senado, comemorando como num título de Copa do Mundo e cantando por fim o Hino Nacional.


"Tem algo de errado nisso tudo..." 

 Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, substituirá o Hino Nacional pelo sucesso "Você não vale nada mas eu gosto de você", gravado pelo grupo Calcinha Preta. O novo cântico, além de ser conhecido, reconhecido e afamado por uma extensão muito mais significativa da população brasileira, expressa com uma concisão poética sem par o desvelo de nosso partido em relação ao eleitorado baixarista. O novo canto solene, da mesma forma, não negará os feitos históricos de nossa pátria mãe gentil, esta puta que nos pariu, visto retratar as tradições mais consolidadas e expandidas da politicalha brasileira.

Por isso, filie-se e vote no Partido da Baixaria Nacional, o partido que canta o hino, bota a mão no peito, chacoalha a bandeira e cochila durante a partida.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Celebremos

A decisão do presidente Barack Obama de comparecer ao 65º aniversário do desembarque das tropas aliadas na França, no Dia D, foi incompreensível. Por que o 65º aniversário? Não se trata sequer de um número redondo."
--- Anne Applebaum, para o The New York Times, dia 23 de setembro

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, contrariará a imprensa estadunidense e levará a cúpula pebenista que governará o planeta a todas as cerimônias, celebrações, festas e surubas oficiais em qualquer localidade do globo terrestre, mesmo em ritos solenes sem qualquer relação com o Brasil varonil ou com o nosso partido. Outrossim, furtará todos os quitutes, salgadinhos e demais guloseimas, guardando-os nos bolsos das vestimentas de gala baixaristas, e redistribuirá os acepipes apenas entre os membros das fileiras pebenistas.

Por isso, filie-se ao Partido da Baixaria Nacional, o único partido que fala "outrossim" em seus discursos.


Material básico para a realização de reuniões pebenistas de trabalho e planejamento de ações.

Nota: O Partido da Baixaria Nacional anuncia mais uma celebração, em data a ser divulgada, em comemoração ao uso do termo "outrossim". A entrada será gratuita aos militantes pebenistas, com apresentação de uma falsificação da carteirinha oficial. Porte obrigatório de preservativos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Brasil, o país do futebol!!!

Em 25 de agosto, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), em discurso voltado ao senador José Sarney (PMDB-AP), que não estava presente no momento, mostrou um cartão vermelho. A atitude, simulando o procedimento de um árbitro de futebol para expulsar um jogador da partida, fazia parte do pedido de Suplicy para que Sarney renunciasse à presidência da casa. E essa macaquice toda encenada apenas após o arquivamento, com o apoio do próprio PT, das denúncias encaminhadas ao Conselho de Ética.

Suplicy, justificou o ato porque o povo "entende os símbolos do futebol."

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder... de novo esta bagaceira?
(Clique aqui para ver a proposta original)


Um dos projetos para a reforma das estruturas do Congresso Nacional

O presidente pebenista, Embair Furtado, em nota preta oficial, declarou: "Os fatos recentes provam a necessidade urgente da execução dos planos baixaristas de reforma política. É uma demanda da sociedade e uma determinação histórica. Todos juntos, vamos, pra frente, Brasil, Brasil, salve salve baixaria!"

Que merda!



Duciomar Gomes da Costa (PTB), prefeito de Belém, dispensou o investimento de R$ 244 milhões do Ministério das Cidades para obras de expansão da rede de saneamento básico da capital. No dia 18 de agosto, durante sessão que discutia a privatização do sistema de abastecimento de água, a Câmara de Vereadores do município virou um ringue de pancadaria. A luta-livre se iniciou durante o discurso de Eduardo Ribeiro, presidente da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).

Quanto ao pega-pra-capar, a prefeitura culpou líderes comunitários presentes à sessão.

(risos em off da platéia)

Ciente disso, ao tomar o poder, o Partido da Baixaria Nacional transformará a Câmara de Vereadores da capital paraense em um grande ringue de luta no gel. Todos os conflitos entre os eleitores pebenistas e seus representantes desleais, serão agora travados por modelos de corpos esculturais e biquínis sumários, para o entretenimento dos cidadãos paraenses e embelezamento das instituições políticas municipais. O gel do ringue de lutas será substituído por esgoto não coletado pela rede de saneamento básico, permitindo a realização de uma verdadeira luta na lama. Tal suprimento barroso, antes e acima de tudo, é ecologicamente correto, renovável e inesgotável.

Por isso, filie-se e vote no Partido da Baixaria Nacional, o partido que enfia o dedo no olho, puxa o cabelo, crava a unha no adversário e não se nega a usar golpe baixo.

Ciência pebenista - Sessão Recuerdos VII

(publicado em novembro de 2002)

Pesquisa divulgada pela Veja on-line, edição 1762, de 31 de julho de 2002, mostra que 80% dos votantes brasileiros (93 milhões de eleitores) é "composto de brasileiros que se situam entre a classe média baixa e os pobres". Desse eleitorado, "metade nunca lê jornais nem revistas e quase todos têm a televisão como principal, se não única, fonte de informação. (...) Os mais pobres, para citar outra diferença importante, colhem suas informações principalmente na televisão, que tem sido cada vez mais fonte de entretenimento que propriamente fonte de informação".

Ciente disso, o PBN, ao tomar o poder, estampará anúncios não explícitos de suas intenções e conduta nos principais telejornais e telenovelas do país, contratará publicitários, ídolos, "astros e estrelas" de programas televisivos, para a forjadura da maior campanha de entretenimento político da história nacional. E a exemplo dos últimos governos do estado de São Paulo, também manterá a possibilidade de conclusão do ensino fundamental independente do conhecimento da escrita, esse cacareco obsoleto frente ao showbusiness da baixaria.

Bordão pebenista, a grande imprensa também sempre será Chapa Branca.

A mesma reportagem da Veja que publicou o perfil do eleitorado brasileiro contava com o seguinte trecho:

"Entre o núcleo mais numeroso do eleitorado, quase ninguém paga imposto de renda. Entre os eleitores das classes mais abastadas, esse número é expressivo – e isso, naturalmente, provoca uma postura diversa diante do governo e, sobretudo, define um nível distinto de cobrança sobre o destino do dinheiro que, saindo do bolso privado do cidadão, vira público ao entrar no Erário".

Ciente disso, o PBN, ao tomar o poder, obrigará todos os cidadãos a pagar impostos, para então possibilitar um melhor nível de cobrança sobre o destino do dinheiro público e provocar uma postura diante do governo digna de um cidadão da alta classe, essa minoria tão discriminada.


"Ufa, demorou!"


O trecho a seguir é de texto de Emir Sader, publicado no sítio da Agência Carta Maior, de 17 de setembro de 2002:

"O fato de mais de dez milhões de pessoas terem participado no plebiscito popular sobre a Alca tem um profundo significado cívico e político. Demonstra que quando as pessoas são convocadas a votar sobre um tema de seu interesse, em que recebem a informação adequada, em que se sentem participantes de um processo político, o interesse pela política pode ser muito mais extenso e profundo que se pensa. Demonstra que quando a convocação assume um caráter popular, quando os temas postos em discussão são compreendidos como essenciais, as pessoas participam, mesmo não havendo nenhuma obrigação de participar, mesmo se tratando de uma convocação de movimentos sociais, de entidades civis e populares".

O resultado do plebiscito foi entregue oficialmente no dia 17 de setembro a representantes do governo federal, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. No senado, Ramez Tebet (senador do PMDB-MS) não recebeu os organizadores do plebiscito. A tevê Globo também não noticiou o ato.


(publicado em novembro de 2002)

P.S.: Aliás, ao contrário da idéia que a revista Veja tenta vender, de acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), "Pobres pagam mais imposto que os ricos no Brasil" (clique aqui para dar uma fuçada).

Mete o dedo nessa urna aí, seu vagabundo!!!



A discussão sobre reforma eleitoral no congresso, trata de temas diversos, como a previsão do voto impresso até 2014, exigência de documento com foto a partir de 2010, questões relativas ao fundo partidário (ou como dividir a carcaça entre um tiranossauro e um camundongo), cota de 10% do tempo da propaganda para mulheres, entre outras várias delongas.

Um dos pontos mais polêmicos diz respeito à prestação de contas. Se o texto da proposta for aprovado sem alterações, o político comum poderá prestar contas apenas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e estará livre do fardo da aprovação pela Justiça Eleitoral. Isso pode anistiar 51 mil políticos que não prestaram contas nas eleições municipais de 2008, uma quantidade de gente que entupiria um estádio de futebol do calibre de um Pacaembu.

Os arquitetos e engenheiros do Departamento de Obras do Partido da Baixaria Nacional já estão finalizando os projetos dos novos Estádios Legislativos, previstos para a Copa Eleitoral de 2014 (clique aqui para ver a proposta original).

Outra das discussões mais polêmicas do projeto de reforma eleitoral diz respeito à liberação do uso da internet em campanhas, além de possíveis restrições à emissão de opinião em certos formatos internáuticos, como sites jornalísticos. Montagens audiovisuais que "ridicularizem” ou “privilegiem” candidatos podem render multas entre 5 e 30 mil reais, mais direito de resposta.

O presidente do PBN, Embair Furtado, declarou estar tranquilo a respeito deste suporte cá que acolhe as boas novas pebenistas. "Trata-se de um veículo puramente partidário. O Partido da Baixaria Nacional está em campanha perene para a tomada do poder, nossa propaganda enganosa está além de qualquer período eleitoral, nenhum ditame legal deterá nossa saga baixarista."

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, revogará tal regulamentação restritiva no campo da opinião (se for de fato aprovada) através do Ato Institucional "Tá Rindo Do Quê, Seu Palhaço?". Tal medida não será imposta por ideais democráticos, já que as ações pebenistas preveem a plantação, a implantação e a implementação da ditadura da baixaria.

Embair Furtado, em seu documento sem foto que trata do supracitado ato, explica: "Este regramento restritivo atualmente em discussão no Legislativo Federal é totalmente desnecessário. O Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder e adotar o regime de partido único, irá exercer com exclusividade o uso de conteúdos que privilegiem candidatos, beneficiando, como em todos seus atos e ações, apenas o próprio partido. No mesmo sentido, outorgará o monopólio pebenista do exercício da 'ridicularização', voltando o mesmo à esculhambação exclusiva do eleitor e cidadão comum deste nosso Brasil varonil.

Como decorrência da adoção dessas medidas, e em benefício da cultura nacional, manter-se-á a tradição das tradicionais condutas ancestrais da paiaçada política, praticada desde os tempos em que se votava em cédulas de barro, depositadas em urnas de pedra. Ao mesmo tempo, dispensa-se o aparato dispensado à censura da rede virtual, poupando os cobres dos cofres públicos. A verba economizada será igualmente aplicada em benefício do próprio Partido da Baixaria Nacional."

Por isso, filie-se e vote no PBN, o partido que enfia o dedo na urna, bota a mão no pleito, pressiona o botão que confirma e faz gritar sem sentir dor.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Anplâguede

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) participou da posse do novo presidente da BR Distribuidora, o ex-secretário de Petróleo e Gás do mesmo ministério, José Lima de Andrade Neto, no dia 20 de agosto. Na cerimônia, Lobão elogiou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Dilma até pode não ter a simpatia de muitos grandes líderes do passado, como o Juscelino (Kubitschek), que era um monumento de simpatia /.../ Ela é simpática também, se relaciona bem com as pessoas, não como o Juscelino, que era transbordante de simpatia."

Edison Lobão já recebeu uma proposta de contrato da gravadora de discos, CDs, LPs e K7s, a multinacional PBN-Récordes, para gravar uma coletânea com vários sucessos do cancioneiro nacional, com pérolas dignas deste bonachão ministerial como "você não vale nada mas eu gosto de você" e "ele é viado mas é meu amigo". Fontes seguras afirmam que Lobão pode, provavelmente, talvez já ter iniciado uma série de novas composições para gravar um álbum duplo, com três pedras de gelo.

"Edison Lobão já tem experiências por várias outras gravadoras, como a extinta Arena (Aliança Renovadora Nacional), PDS (Partido Democrático Social), PFL (Partido da Frente Liberal)/DEM (Democratas) e agora PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), este último por sugestão do padrinho político José Sarney. Uma passagenzinha pelo PBN não vai fazer mal a ele", declarou Embair Furtado, grande empresário da indústria do entretenimento e presidente do Partido da Baixaria Nacional. "Ele foi criticado ao ser indicado ao ministério por estar diante de uma possível crise no setor elétrico e não ter perfil técnico para o cargo. E daí? A Xuxa não sabe cantar e já vendeu dezenas de milhões de discos", ponderou.

O senador substituiu Silas Rondeau, que sofria
denúncias de corrupção após a operação Navalha, da Polícia Federal, que investigava fraudes em licitações para obras públicas.

Durante a assembléia constituinte de 1988, Edison Lobão foi acusado de fraude por votar pelo deputado Sarney Filho, que estava viajando e faltou à sessão. No ano seguinte, tentou orquestrar a campanha de Sílvio Santos à Presidência da República, mas o Tribunal Superior Eleitoral apontou ilegalidade na filiação partidária ao nanico PMB (Partido Municipalista Brasileiro). Em 2001, votou contra a implantação da CPI da corrupção que ameaçava cassar o então senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA). Embair Furtado aprovou: "Estão vendo? Ele tem ótimos relacionamentos, já temos a lista de convidados pronta para gravarmos um 'Acústico', quando Lobão começar a diminuir os rendimentos de seus discos."


Seu suplente no Senado é Lobão Filho (DEM-MA), sócio da Rádio e TV Difusora do Maranhão (o que é proibido pela Constituição).

"Já temos até um veículo televisivo de divulgação garantido", empolgou-se Embair. "Lobão Filho é alvo de investigação por algumas irregularidades nessa empresa, como usar laranjas para ocultar dívidas, mas o que não me falta é gente pra beber e pendurar na minha conta do bar, o que é que há? O cara também pode ser réu num processo sobre uma emissora de TV clandestina em São Mateus do Maranhão, mas o processo é de 1999. Se eu for pagar uma pinga com limão que não bebi ao preço de dez anos atrás, não gasto mais que uma moeda de 50 centauros, não é verdade? O Ministério Público do Maranhão também investiga se ele é sócio oculto da distribuidora de bebidas Itumar, que comandaria uma rede de sonegação de impostos no Estado. Tendo bebida no meio, vamos fazer os mais rigorosos esforços para integrá-lo à equipe de produção de nossa gravadora", concluiu Furtado.

Por isso, filie-se e vote no Partido da Baixaria Nacional, o partido que canta de galo, pede rabo-de-galo, vai ao banheiro e encontra o copo vazio.

O segundo suplente de Edison Lobão é Remi Ribeiro (PMDB-MA), indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de peculato e responsabilidade, acusado de desvio de dinheiro e fraudes em licitações na Prefeitura de São Bento (MA). Pelo fato das irregularidades terem ocorrido há mais de 15 anos e o inquérito ter sido concluído apenas em 2005, Remi Ribeiro trucou: ""Isso é coisa que corre há 20 anos. Eu exerci um cargo lá uma época. Isso é coisa da oposição."

Nosso líder não se conforma. "Opa, como pode ser da oposição se eu não ganhei nada com isso? Afinal, o PBN é oposição da situação e oposição até mesmo da própria oposição, só beneficia o próprio partido e não faz alianças. À baixaria o que é da baixaria! Só os legítimos baixaristas instituirão a putaria com honra neste país! Onde essa porralouquice vai parar..."

sábado, 12 de setembro de 2009

Repetecos mil

Mais uma vez, os textos da baixaria são plagiados por seus invejosos e desleais concorrentes. Comparemos nós.

"Eu sinto que a motivação principal foi que acharam que seus conhecimentos e percepções tornariam o país mais seguro. Mas pessoas boas em circunstâncias extremas podem fazer coisas horríveis."
--- Steven M. Kleinman, oficial de inteligência e interrogador da Força Aérea dos Estados Unidos, sobre Jim Mitchell e Bruce Jessen, psicólogos e militares aposentados idealizadores do programa de interrogatórios da CIA, implementado após os atentados de 11 de setembro de 2001, baseado em tortura sistemática a partir de métodos diversos.

"De boas intenções o inferno está cheio."
--- PBN, esculhambação em forma de bordão desde 2002.

Mitchell e Jessen tornaram-se multimilionários após sete anos de contratos com a CIA. Embair Furtado, presidente do Partido da Baixaria Nacional, diz estar esperançoso. "Ah, se os sobrinhos do Tio Sam ficam sabendo como eu sou cheio de boas intenções... E eu já estou treinando há meses, com uma cinta velha e a criançada lá de casa. Quando eles acharem o meu currículo, aí o bicho vai pegar..."

É dose

Segundo o jornal estadunidense The New York Times, no ano de 2003, agentes da CIA pediram auxílio ao então chefe da principal base européia de suprimentos da agência para ampliar a rede de prisões secretas destinadas a caboclos classificados como terroristas perigosos. De acordo com a reportagem, o chefe da base, "apelidado de Dusty, era conhecido dentro da agência como um operador que bebe uísque e fuma charuto". Seu nome é Kyle D. Foggo.

O Partido da Baixaria Nacional segue sua senda rumo à transformação da Pindorama que nos pariu em uma potência global, pronta para enfiar o dedo no planeta, jogar uma bombinha no Japão e espetar uma bandeirola na lua. Todas as traquitanas das nações mais poderosas e dominadoras da história já vêm sendo sistematicamente plagiadas pelas ações pebenistas, incluindo os trocadilhos mais infames com os nomes dos membros de suas agências de inteligência e repartições de burrice, dignos de um gibi do Tio Patinhas, aquele pato muquirana que deveria morrer no ninho. Por isso, filie-se ao PBN, o partido que manda prender, manda soltar, toca o terror e fica de fogo.

"Infame", declarou Embair Furtado, contador de anedotas, torturador ocasional e presidente do Partido da Baixaria Nacional.

Nota: Isto não é invenção da baixaria, o nome do cidadão é realmente este (ver tradução do texto publicada na internet).
D. Foggo hoje está preso nos Estados Unidos, acusado de superfaturar contratos de fornecimento de suprimentos para a CIA e beneficiar empresas ligadas a Brent R. Wilkes, que não tinha entrado na história.

Recesso


“Os múltiplos atos de improbidade administrativa – nepotismo direto ou indireto, desvio e malversação de recursos públicos, tráfico de influência, gestão clandestina e outras ações de nítida inspiração delituosa – envolvem diversos parlamentares, de diversos partidos, e expõem ao desgaste extremo o Poder Legislativo, pilar do sistema representativo, pondo em risco a própria democracia.”
--- Trecho do manifesto publicado no dia 18 de agosto pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, após o mesmo conselho entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República propondo a responsabilização penal de parlamentares acusados de mau uso de recursos públicos.

Mais uma vez, o Partido da Baixaria Nacional identifica plágios de seus escritos e rasuras, sem que a devida fonte seja citada. Compare com o texto baixarista original, reproduzido abaixo.

"Os múltiplos indícios de preguiça administrativa - penduras por torresminhos aniversariantes, consumo de pinga para disfarçar a falta de nutrientes, desvio e malversação de verbas do aluguel, cochilos de frequencia incessante, queimações no bucho, humor revirado, pernas bambas e outras baixarias de nítida inspiração do perreio lascado inadmissível pelos estatutos pebenistas - envolvem diversos membros de nossas fileiras, e expõem ao desgaste extremo o Partido da Baixaria Nacional, pilar da putaria representativa, pondo em risco a própria baixaria."
--- Embair Furtado, em discurso acerca do recesso forçado nos trabalhos do partido.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Regra três

Ligou?

Vai somando.

Em 3 de julho de 2007, Joaquim Roriz (PMDB-DF) renunciou ao cargo de senador, após acusações de corrupção, pressão e influência sobre liberação de recursos do Banco de Brasília (BRB) e participação direta em uma quadrilha voltada ao desvio de verbas públicas. A "Operação Aquarela", de 19 de julho de 2007, envolveu a Polícia Civil, a Receita Federal e o Ministério Público.

Somou?

A posse do suplente de Roriz, Gim Argello, estava então marcada para o dia 17 do mês seguinte. No mesmo dia, um documento de impedimento foi protocolado no Senado por conta de várias acusações sobre crime eleitoral, a serem julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. À época, outras denúncias contra Roriz ainda pipocavam pela imprensa, como a de suborno a juízes do Tribunal Regional Eleitoral, para amansar os processos contra ele relacionados às eleições de 2006.

Quanto deu?

Com a renúncia, Joaquim Roriz escapou de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. O processo apenas o tornaria inelegível até 2022. Roriz estaria safo se renunciasse antes de ser notificado pelo conselho. O então presidente do colegiado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que notificaria na quinta-feira, a tempo de Roriz encaminhar a carta de renúncia no dia anterior.

"São por essas razões que sou obrigado a tomar [essa decisão], por respeito ao povo do Distrito Federal. Prefiro acreditar na grandeza que se pode colher quem vive os fatos da história."
--- Joaquim Roriz, em julho de 2007


Corta!


(pausa)


Roosewelt Pinheiros/AE"Nossos comerciais, por favor!"


Ação!


Segundo pesquisa Band/Vox Populi, realizada entre os dias 31 de julho e três de agosto de 2009, Joaquim Roriz é o preferido entre os eleitores do Distrito Federal para assumir o governo local. Roriz lidera com 39%, seguido pelo atual governador, José Roberto Arruda (DEM), com 37%. Numa simulação em que o candidato petista é trocado (Geraldo Magela por Agnelo Queiroz), somado à inclusão de Maria Abadia (PSDB) no embate, Roriz alcança 40%, seguido por Arruda, com 36%. Sem Maria Abadia, Roriz chega aos 41%; José Arruda ainda em segundo, com 36%. Trocando o candidato do DEM (José Roberto Arruda por Paulo Octávio), o petista Queiroz assume a segunda posição com 15%, enquanto Joaquim Roriz arrebata 47%.

(risos em off da platéia)

"E o que estamos fazendo aqui parados neste buteco, fazendo fiado na cerveja, no torresmo e no cigarro? Vamos tomar o poder, que o bicho é loco, e o povo clama por nós, bando de bunda mole!", esbravejou Embair Furtado, presidente do Partido da Baixaria Nacional, erigindo os ânimos das fileiras pebenistas, com o punho em riste e pensando tratar-se a si mesmo de um novo messias, que não comete milagres, mas compreende os efeitos dos fenômenos cuja causa escapa à razão humana. "Nem te conto do porre que tomei ontem, ninguém botou uma fé. Foi algo que 'ultrapassa o poder da natureza e a previsão dos espectadores'", concluiu o guia baixarista, citando o tal do São Tomás.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PBN Fashion - Sessão Recuerdos VI

(publicado em janeiro de 2003)

O modelo a ser seguido. O padrão da baixaria. A bola da vez dos catálogos pebenistas. Fique por dentro das picaretagens da estação.

Modelo desta edição:
Roriz, uma face de madeira

Joaquim Roriz (PMDB/DF) - Irregularidades na gestão nos recursos públicos, movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos, omissão de bens da Receita Federal e um sorriso cativante fazem de Roriz o modelo fashion pebenista da vez. Joaquim, após ser reeleito governador do Distrito Federal em 2002, pensa em catapultar sua carreira artística, tirando proveito de seu estilo face-de-madeira-que-cupim-não-rói para ingressar na marcenaria de atores de alguma grande rede de televisão.

Medidas do manequim:
- 20 irmãos, primos e sobrinhos dele e da mulher sob seu nepotismo;
- 50 reais em notas, distribuídos com as camisetas de Roriz a cada eleitor comprado nas eleições de 2002;
- 15 ônibus de transporte ilegal de passageiros feito por cabos eleitorais encaminhados à Polícia Rodoviária Federal na mesma disputa eleitoral;
- 1,24% de diferença de votos na votação do segundo turno entre Joaquim Roriz e o derrotado Geraldo Magela.

"Roriz tem a fotogenia em seus genes", declarou o fotógrafo Embair Furtado.

(publicado em janeiro de 2003)

sábado, 22 de agosto de 2009

Sistema Baixarista de Televisão


"Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte."
--- Editorial da Folha de S. Paulo, 31 de julho de 2009, a respeito da TV Brasil.

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, fechará não só as emissoras de TV públicas, mas também as privadas. Uma nova rede será instituída: a TV de Comunicação Unificada, ou TV-CU. A nova rede cumprirá a famigerada complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal de comunicação, dispositivo previsto na Constituição, mas agora através do atendimento dos interesses de todo e qualquer cidadão pebenista em apenas um único veículo de comunicação. Nossos críticos de televisão e colunistas de fofocas de celebridades desenvolveram uma revolucionária grade de programação, adaptada aos interesses mais básicos dos baixaristas mais elevados. "Que Roberto Marinho arranhe o caixão, se este plano não surtir efeito", declarou o diretor do Departamento de Comunicação do Partido da Baixaria Nacional, Embair Furtado. "E com a baixaria tomando o poder e o controle absolutos, acabou-se o diabo do horário político na tevê. Nessa levada, quem não vai aderir?"

Confira abaixo a nossa nova programação:

0h-6h - Muié pelada
6h-22h - Futebol (A CBF será obrigada, por força de lei, a ceder o direito de transmissão de todas as partidas de campeonatos nacionais para a tevê aberta)
22h-0h - Mais muié pelada

Simples, prático, eficiente e muito do aprazível.

Com o oligopólio da comunicação televisiva convertida ao monopólio finalmente declarado, a baixaria fará do sistema unificado um verdadeiro sucesso de audiência, com conteúdo informativo, educativo, instrutivo, nutritivo e de entretenimento.

Por isso, filie-se e vote no PBN, o partido que toma conta do controle remoto, muda de canal compulsivamente e diz que não tem um canal que preste.

Nota:
Haverá prioridade de transmissão de partidas de futebol ao vivo e em horário nobre para o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.

O Haiti é aqui

"Uau, hoje eu vou é bombar na pista!"

Um sujeito que está pra nascer no Haiti tem de encarar a seguinte situação: uma taxa de mortalidade infantil superior a 80 por mil; taxa de analfabetismo de 50% na cidade e 70% no campo; falta de trabalho para 70% da população economicamente ativa, e uma expectativa de vida que não passa dos 50 anos.

Eis que surge a Organização das Nações Unidas (ONU) e o seu plano para o país. Suas tropas, chamadas de MINUSTAH, (Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti), contam com integrantes de 40 países. As tropas de "paz" (segundo a grande imprensa) e de "estabilização do Haiti" (segundo a própria ONU), iniciaram suas operações após um golpe contra o então presidente eleito* Jean-Bertrand Aristide, em 2004, por um conjunto de opositores e diplomatas estrangeiros. Um governo imposto organizou eleições que deram a vitória a René Preval.

O novo presidente, René Preval, aliás, foi o candidato que defendeu o estabelecimento da missão da MINUSTAH, financiada pela ONU (ainda que nenhuma autoridade legítima original tenha requisitado tal intervenção). Em contrapartida, a MINUSTAH executa operações de repressão política, como as relacionadas a protestos populares pela promulgação de uma nova lei de salário mínimo, votada pelo Parlamento haitiano, mas não aceita pelo governo de Preval.

De acordo com organizações locais de direitos humanos, a MINUSTAH, que atua sob o comando de militares brasileiros, tem um vasto currículo de violência, repressão política, chacinas, tortura, estupros, entre outras denúncias. Investigações da ONU confirmam os fatos mas, segundo a mesma ONU, o Haiti não tem o direito de julgar nenhum militar estrangeiro, por mais que tenha cometido crimes de lesa humanidade, de acordo com o convênio da Resolução 545, que permitiu a entrada das tropas em 1° de junho de 2004. Quaisquer séries de denúncias de violações de direitos humanos permanecerão impunes.

De acordo com o dirigente do Comitê Democrático Haitiano, Henry Boisrolin, em entrevista à Agência Carta Maior publicada no dia 2 de agosto, "Isso tudo vem ocorrendo sob um marco de silêncio generalizado em nível informativo. O Haiti não conta nas matérias dos jornais e muito menos nas telas das televisões."

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, e em prol da entrada das forças armadas brasileiras nas paradas de sucesso, retirará suas tropas do Haiti e comandará uma nova investida armada: a Glamourous Military Popstar Operation, agora sobre Hollywood, nos Estados Unidos. A operação pebenista sequestrará celebridades, definirá as orientações da indústria do entretenimento, pedirá toalhas brancas, estrelará blockbusters, usará correntes de ouro, gravará um disco de música ruim com algum rapper de renome mundial, exigirá o nome de Embair Furtado gravado em ouro na calçada da fama, será indicado para o Oscar de melhor fígado, manterá o nariz empinado e mandará beijos aos fãs.

Tal medida, além de retirar os militares do Haiti, transformará as forças armadas brasileiras em uma boyband de fama internacional, com videoclipes na CNN, MTV, ABC, OnetwoThree, UandM, lançando os milicos do nosso país varonil ao mundo das celebridades visadas pelos paparazzi mais descolados do mundo pop. "Toda essa putaria e ninguém fala nada? Glamourous Military Popstar Operation JÁ!!! Uma invasão militar em solo estadunidense finalmente nos posicionará sob os holofotes. Ah, que eu ainda vou gravar um filme com a Paris Hilton...", declarou o empolgado marechal pebenista, enquanto ajeitava o penteado e retocava a maquiagem.

Henry Boisrolin também relatou: "é preciso ver, por exemplo, em Porto Príncipe, em alguns dos bairros mais calmos, como à noite (porque não há praticamente vida noturna no Haiti, não há luz nem os serviços que existem em outros países) se vê um contínuo desfile de carros das Nações Unidas à frente dos melhores bares e restaurantes, gastando muitos dólares, enquanto do lado de fora o povo dorme nas ruas. /.../ Muitos destes invasores vêm ao Haiti pelo pagamento, ganham milhares de dólares sem gastar absolutamente nada. Após seis ou sete meses, voltam a seus respectivos países com uma boa quantidade de dinheiro na mão."

Embair Furtado já está redigindo o contrato de sua nova superprodução hollywoodiana adaptada pela baixaria. "Falta o Ban Ki-Moon assinar. Além de render grana, as operações militares baixaristas têm um lifestyle muito mais cool..."

* Eleito?
Aristide, sacerdote católico adepto da Teologia da Libertação, já havia vencido as primeiras eleições livres do Haiti, em 1990. Derrotou o candidato apoiado pelos Estados Unidos, Mark Bean, membro do Banco Mundial, que levou só 14% dos votos e perdeu por larga margem. Depois do golpe militar apoiado pelo Tio Sam, Aristide retornou ao governo em 1994, agora com o apoio do governo de Bill Clinton, mas sob exigência da implementação do regime proposto por Mark Bean, quatro anos antes, que abriria o país ao controle da economia por parte de empresas, agências e instituições financeiras dos Estados Unidos, acima do controle governamental local (vide Iraque). Eleito novamente em 2001, já havia aceitado um plano que previa ampla limitação de seus poderes até o fim do mandato, a realização de eleições, a criação de um conselho de três pessoas (uma indicada pelo presidente, outra pela oposição, outra pela comunidade internacional) para nomear um novo primeiro-ministro — neutro e independente — e de um novo governo. A oposição rejeitou o plano e apoiou mais um golpe.

(Risos em off da platéia)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Nóis fumo e num incontremo ninguém

"Pô, esse cigarro causa impotência? Me vê daquele outro, então, que dá câncer..."

A chamada "Lei Antifumo", aprovada em abril pela Assembleia Legislativa de São Paulo e sancionada em maio pelo governador José Serra (PMDB), entrou em vigor no dia 7 deste mês de agosto. A lei proíbe o uso de cigarro e similares em ambientes de uso coletivo em todo o Estado. Os fumantes não serão punidos, mas os estabelecimentos coniventes com o tabaco podem ser multados ou até mesmo interditados, conforme o nível de reincidência.

A lei veta a existência de fumódromos ou áreas reservadas para fumantes, mas o fumo é permitido em casa, tabacarias e cultos religiosos em que o cigarro seja necessário. Em peças de teatro, o cigarro é permitido desde que faça parte da cena.

Em uma rodada de turismo alcoólico oficial, o presidente do Partido da Baixaria Nacional, Embair Furtado, com um cigarro aceso à mão, ao ser abordado por um agente da Vigilância Sanitária, começou a gritar, sentado no vácuo, olhando pro vazio: "Eu sou o faraó da baixaria, o senhor de todos os impérios, ai de mim, viva eu, viva tudo, viva o Chico Barrigudo..."

Embair Furtado então simulou espasmos musculares involuntários e disse algumas palavras sem sentido, tentanto ludibriar o fiscal de que estaria encenando alguma obra teatral de fato existente. A Vigilância Sanitária levou-o a um manicômio próximo, que não vendia cerveja, mas tinha um campo aberto apto ao consumo do pito.

As punições poderão ser aplicadas mesmo em locais sem fumantes no momento da fiscalização. Segundo a Vigilância Sanitária, os fiscais poderão fazer buscas por evidências de desrespeito à lei, como bitucas de cigarro jogadas no chão, em vasos sanitários, ou mesmo no lixo. Até cheiro de fumaça poderá ser apontado como indício.

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder, converterá a lei a uma nova regulamentação, de proibição à emissão de flatulências em ambientes fechados. "Isso facilitará a fiscalização! O infrator não tem fuga, será detectado. Ou solta um daqueles bem barulhentos ou manda ver um silencioso. Ah... esses são os piores...", declarou Embair Furtado, expelindo metano e depondo contra si mesmo.

Quanto à permissão da atual lei antifumo relativa a cultos religiosos em que o fumo seja necessário, o pastor da Seita Universal do Reino da Última Baixaria Assinalada fez declarações a respeito do tema em uma entrevista coletiva.
Repórter: Mas qual é a real necessidade do cigarro nos cultos da seita administrada pelo senhor?
Pastor Furtado: Vontade de fumar, ué!