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sábado, 12 de setembro de 2009

Repetecos mil

Mais uma vez, os textos da baixaria são plagiados por seus invejosos e desleais concorrentes. Comparemos nós.

"Eu sinto que a motivação principal foi que acharam que seus conhecimentos e percepções tornariam o país mais seguro. Mas pessoas boas em circunstâncias extremas podem fazer coisas horríveis."
--- Steven M. Kleinman, oficial de inteligência e interrogador da Força Aérea dos Estados Unidos, sobre Jim Mitchell e Bruce Jessen, psicólogos e militares aposentados idealizadores do programa de interrogatórios da CIA, implementado após os atentados de 11 de setembro de 2001, baseado em tortura sistemática a partir de métodos diversos.

"De boas intenções o inferno está cheio."
--- PBN, esculhambação em forma de bordão desde 2002.

Mitchell e Jessen tornaram-se multimilionários após sete anos de contratos com a CIA. Embair Furtado, presidente do Partido da Baixaria Nacional, diz estar esperançoso. "Ah, se os sobrinhos do Tio Sam ficam sabendo como eu sou cheio de boas intenções... E eu já estou treinando há meses, com uma cinta velha e a criançada lá de casa. Quando eles acharem o meu currículo, aí o bicho vai pegar..."

É dose

Segundo o jornal estadunidense The New York Times, no ano de 2003, agentes da CIA pediram auxílio ao então chefe da principal base européia de suprimentos da agência para ampliar a rede de prisões secretas destinadas a caboclos classificados como terroristas perigosos. De acordo com a reportagem, o chefe da base, "apelidado de Dusty, era conhecido dentro da agência como um operador que bebe uísque e fuma charuto". Seu nome é Kyle D. Foggo.

O Partido da Baixaria Nacional segue sua senda rumo à transformação da Pindorama que nos pariu em uma potência global, pronta para enfiar o dedo no planeta, jogar uma bombinha no Japão e espetar uma bandeirola na lua. Todas as traquitanas das nações mais poderosas e dominadoras da história já vêm sendo sistematicamente plagiadas pelas ações pebenistas, incluindo os trocadilhos mais infames com os nomes dos membros de suas agências de inteligência e repartições de burrice, dignos de um gibi do Tio Patinhas, aquele pato muquirana que deveria morrer no ninho. Por isso, filie-se ao PBN, o partido que manda prender, manda soltar, toca o terror e fica de fogo.

"Infame", declarou Embair Furtado, contador de anedotas, torturador ocasional e presidente do Partido da Baixaria Nacional.

Nota: Isto não é invenção da baixaria, o nome do cidadão é realmente este (ver tradução do texto publicada na internet).
D. Foggo hoje está preso nos Estados Unidos, acusado de superfaturar contratos de fornecimento de suprimentos para a CIA e beneficiar empresas ligadas a Brent R. Wilkes, que não tinha entrado na história.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sessão de humor

"Olá, amiguinhos!"

"O presidente dos Estados Unidos e os oficiais militares de mais alta patente, responsáveis pelas operações no Iraque e no Afeganistão, determinaram que a publicação destas fotos constituiriam um risco considerável para a vida e a integridade física dos soldados e dos civis americanos."
--- Trecho de um pedido do governo de Barack Obama à Suprema Corte dos Estado Unidos para impedir a publicação de fotos de soldados americanos na prática de sessões de tortura no Iraque e no Afeganistão.

(Risos em off da platéia)

Ei, você aí! - Sessão Recuerdos IV

(publicado em setembro de 2002)

Preceito básico dos mandamentos da baixaria, nada é feito por boa vontade ou má intenção: tudo deve render grana.

Nos últimos vinte meses, faliram nos Estados Unidos quase 400 sociedades anônimas (incluindo WorldCom, Enron e US Airways), com dívidas de mais de US$250 bi. Somando à "marcação no caderninho" da Argentina, e ao que poderia ser uma moratória brasileira, os bancos estadunidenses teriam de arcar com um bucho vazio do volume de mais de US$950 bilhões. Uma esmola.

Surge então um pacote do FMI para o Brasil, que impressiona pela rapidez e vultosidade. O empréstimo feito para "acalmar o mercado" e em prol da "estabilidade econômica", cobrirá parte dos vencimentos das dívidas brasileiras com os tais bancos estrangeiros (se não renegociadas, US$32 bilhões em 2002 e US$25 bilhões em 2003). Uma transferência da dívida.

Com a notícia, as ações dos maiores bancos estadunidenses acresceram em valor de mercado uma solapada de muitos bilhões de dólares a mais que a do empréstimo feito pelo FMI. A cota dos EUA no empréstimo do Fundo, de 18%, deverá ser repassada à instituição financeira em até um ano e meio.

Com os ganhos dos bancos nas bolsas dos EUA garantidos, pode-se voltar à especulação de praxe: logo após o acordo, a agência bancária Morgan Stanley, que no final de abril rebaixou a recomendação do Brasil citando o "fator Lula", rebaixou então as perspectivas do câmbio brasileiro, indicando uma indisposição dos bancos estrangeiros em reabrir suas linhas de crédito para o Brasil. Com isso, vão para o céu as taxas do risco-Brasil, que servem para trilhar os aumentos dos juros justamente do pagamento da dívida externa (arriscou de calote, garante nos juros).

Lembrando que bancos como Citigroup e FleetBoston (dois dos maiores beneficiados com o acordo com o FMI), são alguns dos grandes financiadores dos republicanos em campanhas eleitorais. Os mesmos republicanos que discursam tradicionalmente pela não intervenção no mercado em "auxílio" aos países emergentes.

Para piorar a situação de forma insuportável, o preço da cerveja ultrapassa a barreira dos R$2,00 por garrafa, forçando o pebenista comum a beber pinga no verão.

Puta que o pariu.

(publicado em setembro de 2002)

P.S.: No início de 2009, a empresa supracitada Citigroup anunciou a divisão da companhia em duas firmas separadas, Citicorp e Citi Holdings, após divulgar um prejuízo líquido de US$ 18,7 bilhões em 2009.

Vote PBN!!! - Sessão Recuerdos II

(publicado em julho de 2002)

Horas antes do presidente do PT, José Dirceu, ser recebido por assessores do alto escalão do presidente norte-americano, George W. Bush, o secretário-adjunto de Estado norte-americano para a América Latina, Otto Juan Reich, disse que os Estados Unidos "gostaríamos de ver líderes que acreditam em democracia política e econômica, que sejam bons amigos dos EUA, que não interfiram nos assuntos de seus vizinhos, que não façam guerras e que não abriguem nem treinem terroristas".

Embair furtado para presidente!

Embair Furtado, presidente do Partido da Baixaria Nacional, preenche integralmente os pré-requisitos para ser o novo gerente nativo do Brasil, sem que haja o risco de uma intervenção externa.

Façamos uma análise das exigências ditadas por Otto Reich.

- Ser líder - Embair Furtado é o presidente do Partido da Baixaria Nacional;
- Acreditar em democracia política e econômica - Embair Furtado manda calar a boca dos infiéis que ousam questionar a democracia vigente;
- Ser bom amigo dos Estados Unidos - Embair Furtado se preocupa com os altos índices de obesidade dos estadunidenses;
- Não interferir nos assuntos de seus vizinhos - Embair Furtado não mais passa as tardes em fofocas junto ao portão com Dona Maricota * ;
- Não fazer guerras - Embair Furtado bombardeia quem faz guerras;
- Não abrigar nem treinar terroristas - Embair furtado peida sob céu aberto.

Embair Furtado para presidente. Nem Otto Reich poderá contestar tamanho cacife.



* Fofocas com Dona Maricota
Otto Juan Reich era o encarregado de um programa secreto durante a administração de Ronald Reagan (1981-1989) para gerar apoio público nos EUA para os rebeldes anti-sandinistas da Nicarágua, conhecidos como os Contras.
Uma investigação governamental concluiu que Reich se envolveu em ações proibidas de propaganda interna, como escrever cartas submetidas às páginas de opinião dos jornais estadunidenses para parecer que tinham sido escritas por um líder dos Contras.


(publicado em julho de 2002)