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segunda-feira, 8 de março de 2010

Abusou da regra três, menos não é lugar!

 

Júnior Brunelli (PSC), deputado distrital do Distrito Federal, renunciou ao mandato no último dia 2. Brunelli, acusado de envolvimento nos últimos escândalos de corrupção no governo, aparece em vídeo, como bom cristão que é, agradecendo a Deus pelas graças e maços de dinheiro recebidos e rezando com o ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, e com o ex-deputado Leonardo Prudente (flagrado escondendo uns bons cobres no paletó e nas meias, agora sem partido).

Brunelli, seguindo o caminho de Prudente e renunciando ao cargo, encerra assim o processo de cassação na Câmara. Não perde mais os direitos políticos e pode ser eleito novamente em outubro.

Ciente disso, Embair Furtado, em nota oficial, declarou: "Hoje não, hoje não, hoje não... hoje sim...?"...

...e ficou com cara de cú.

Geraldo Naves (DEM), envolvido com a tentativa de suborno do Jornalista Édson Sombra e primeiro suplente de Júnior Brunelli, não assumirá o cargo, pois está preso no complexo Penitenciário da Papuda.

Ciente disso, Embair Furtado, em nota oficial, declarou: "Hoje sim, hoje sim, hoje sim... filie-se e vote no Partido da Baixaria Nacional, o partido declaradamente pilantra e assumidamente sacana, que beneficia exclusivamente os militantes da baixaria, não quebra as expectativas de seus eleitores e não precisa de regra três pra entrar numa boa putaria!"

Embair Furtado pediu arrego e disse que não mais frequentará o forró da Zilda, pois dançou com uma coroa dona de um homem-armário.

A baixaria não deixa suplentes, muda de bar ou antes não dança com mulher acompanhada.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Renúnça pebenista

José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, foi preso no dia 11 de fevereiro, acusado de participar de uma tentativa de suborno sobre uma testemunha do escândalo do mensalão do DEM. O caso em questão, sob investigação da Polícia Federal, trata de enriquecimento ilícito de vários políticos e distribuição de propinas por parte de empresas de informática que têm contratos fechados com o governo distrital. O caso ganhou fama com a divulgação de vídeos de envolvidos manuseando maços de dinheiro.

Paulo Octávio, o vice (também, ex-DEM), assumiu o cargo mas renunciou 12 dias depois. Sua carta-renúncia foi lida na Câmara Legislativa pelo vice-presidente da casa, Cabo Patrício (PT). Segundo nota oficial do Partido da Baixaria Nacional, os textos e discursos de Embair Furtado, presidente do PBN, continuam sendo plagiados pela incompetente classe política brasileira, que se deixa filmar com maços de dinheiro e não sabe discursar de forma original.

Comparemos Paulo Octávio e Embair Furtado.

Carta-renúncia de P.O.:
"Dediquei-me, nos últimos dias, a realizar consultas junto a líderes partidários dos mais variados matizes. Busquei a interlocução com figuras representativas da sociedade. As negociações apenas tornaram mais claras para mim as dificuldades de garantir, neste momento, a tão necessária governabilidade para o Distrito Federal"
Carta-de-cupidez de PBN:
"Dediquei-me, nos últimos anos, a realizar turismos alcoólicos junto a bares e botecos dos mais variados matizes. Busquei a interlucução com morenas representativas do bairro. As negociações apenas tornaram mais claras para mim as dificuldades de garantir, neste momento, a tão necessária ereção moral de meu órgão político diante de tamanho nível alcoólico. Puta merda, que papelão!"

Carta-renúncia de P.O.:
"Permanecer no cargo, nas circunstâncias que chamei de excepcionais, exigiria a criação de condições também excepcionais."
Carta-de-cupidez de PBN:
"Eita, que morenaça excepcional... Hoje eu não bebo tanto..."

Carta-renúncia de P.O.:
"Saio da cena política e me incorporo às fileiras da cidadania."
Carta-de-cupidez de PBN:
"Saio da cena política e me incorporo às fileiras da baixaria."

Paulo Octávio agora se dedicará a suas empresas. Através delas, já embolsou mais de R$ 10 milhões em contratos com governos do Distrito Federal.

Embair Furtado agora se dedicará a curar uma ressaca. Através delas, já ingeriu mais de 10 milhões de litros de água e ficou devendo a conta do mês.

De novo.

Paulo Octávio é casado com Anna Christina Kubitschek Barbara A. Pereira, neta do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, com quem tem dois filhos.

Embair Furtado tentou comer a sobrinha do dono dum bar do bairro, mas ela não dá bola pra pinguço.

"Nem cumprimenta, pô! Não entendi", declarou Furtado em nota oficial.

sábado, 28 de novembro de 2009

Amadorismo


"Olá, amiguinhos!"

O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, voltou ao banco dos réus para mais um julgamento em 28 de setembro. Depois de outros três julgamentos que o condenaram a 25 anos de cana por corrupção e violação dos direitos humanos, este agora tratava de acusações de espionagem eletrônica, suborno de congressistas e compra ilegal de meios de comunicação.

Durante o julgamento, a promotoria mostrou provas que provam a compra de congressistas para que estes passassem para o partido do governo.

O Diretório Central pebenista do Peru declarou em nota oficial que "Fujimori é muito burro. O PBNdoP (Partido da Baixaria Nacional do Peru) tem meios mais eficazes de angariar aliados. Com a tomada do poder pela baixaria e o beneficiamento exclusivo dos membros das fileiras pebenistas, quem não apoia se lasca. Não é preciso gastar dinheiro com esse tipo de detalhe."

A promotoria também mostrou provas da compra ilegal de um canal de TV a cabo como parte de uma campanha para controlar a imprensa e se perpetuar no poder.

"Burro. Burro, burro, burro. Se vai usar um canal de TV pra se perpetuar no poder, compra ao menos uma tevê aberta, porra!", concluiu o PBN local em seu documento dirigido à imprensa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Campanha eleitoral gratuita

O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), foi denunciado no dia 19 de agosto ao Ministério Público Federal e está sendo ainda investigado por enriquecimento ilícito e movimentação financeira fraudulenta. Segundo o coordenador do Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral em Alagoas, Antônio Fernando da Silva, o prefeito teria movimentado em sua conta bancária pessoal, nos últimos cinco anos, mais de R$ 5.000.000,00. Cícero Almeida também havia sido um dos mais de cem indiciados, em 2007 e 2008, em diversos estados do Brasilzão afora, na Operação Taturana, da Polícia Federal, que apurou o desvio de R$ 300.000.000,00 na Assembleia Legislativa alagoana, quando o atual prefeito de Maceió era ainda deputado.

Cícero Almeida nega envolvimento com a batida de carteira no legislativo e, sobre a movimentação financeira milionária, alega que os valores são frutos de doações recebidas por ele nas últimas campanhas eleitorais.


"Meus votos de boa sorte." 

Ciente disso, o Partido da Baixaria Nacional, ao tomar o poder e instituir um regime de partido único, continuará aceitando doações de campanha, mesmo que não exista campanha alguma em vigor. Por outro lado, extinguirá a cobrança de impostos do cidadão comum e do setor produtivo. "Não tem porque cobrar imposto, é só aumentar a receita das doações de campanha. Só esta proposta de alívios fiscais vai angariar uma infinidade de aliados para a nosso projeto de perpetuação no poder", declarou Embair Furtado, mentor tributário da baixaria. Em entrevista coletiva, Furtado tirou dúvidas de cidadãos desprovidos de inteligência que não compreendem a lógica política pebenista.

Repórter - E sobre a política de arrecadação por meio de campanhas eleitorais fajutas, como o senhor vai convencer a sociedade a doar mais cobres para seus cofres?
Furtado - Ora, meu caro. Todos os recursos arrecadados serão utilizados em benefício apenas dos correligionários pebenistas. Por isso, filie-se e vote no Partido da Baixaria Nacional, o partido que passa o chapéu, compra a breja, assa a carne e fica com preguiça de limpar a casa depois.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Anplâguede

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) participou da posse do novo presidente da BR Distribuidora, o ex-secretário de Petróleo e Gás do mesmo ministério, José Lima de Andrade Neto, no dia 20 de agosto. Na cerimônia, Lobão elogiou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Dilma até pode não ter a simpatia de muitos grandes líderes do passado, como o Juscelino (Kubitschek), que era um monumento de simpatia /.../ Ela é simpática também, se relaciona bem com as pessoas, não como o Juscelino, que era transbordante de simpatia."

Edison Lobão já recebeu uma proposta de contrato da gravadora de discos, CDs, LPs e K7s, a multinacional PBN-Récordes, para gravar uma coletânea com vários sucessos do cancioneiro nacional, com pérolas dignas deste bonachão ministerial como "você não vale nada mas eu gosto de você" e "ele é viado mas é meu amigo". Fontes seguras afirmam que Lobão pode, provavelmente, talvez já ter iniciado uma série de novas composições para gravar um álbum duplo, com três pedras de gelo.

"Edison Lobão já tem experiências por várias outras gravadoras, como a extinta Arena (Aliança Renovadora Nacional), PDS (Partido Democrático Social), PFL (Partido da Frente Liberal)/DEM (Democratas) e agora PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), este último por sugestão do padrinho político José Sarney. Uma passagenzinha pelo PBN não vai fazer mal a ele", declarou Embair Furtado, grande empresário da indústria do entretenimento e presidente do Partido da Baixaria Nacional. "Ele foi criticado ao ser indicado ao ministério por estar diante de uma possível crise no setor elétrico e não ter perfil técnico para o cargo. E daí? A Xuxa não sabe cantar e já vendeu dezenas de milhões de discos", ponderou.

O senador substituiu Silas Rondeau, que sofria
denúncias de corrupção após a operação Navalha, da Polícia Federal, que investigava fraudes em licitações para obras públicas.

Durante a assembléia constituinte de 1988, Edison Lobão foi acusado de fraude por votar pelo deputado Sarney Filho, que estava viajando e faltou à sessão. No ano seguinte, tentou orquestrar a campanha de Sílvio Santos à Presidência da República, mas o Tribunal Superior Eleitoral apontou ilegalidade na filiação partidária ao nanico PMB (Partido Municipalista Brasileiro). Em 2001, votou contra a implantação da CPI da corrupção que ameaçava cassar o então senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA). Embair Furtado aprovou: "Estão vendo? Ele tem ótimos relacionamentos, já temos a lista de convidados pronta para gravarmos um 'Acústico', quando Lobão começar a diminuir os rendimentos de seus discos."


Seu suplente no Senado é Lobão Filho (DEM-MA), sócio da Rádio e TV Difusora do Maranhão (o que é proibido pela Constituição).

"Já temos até um veículo televisivo de divulgação garantido", empolgou-se Embair. "Lobão Filho é alvo de investigação por algumas irregularidades nessa empresa, como usar laranjas para ocultar dívidas, mas o que não me falta é gente pra beber e pendurar na minha conta do bar, o que é que há? O cara também pode ser réu num processo sobre uma emissora de TV clandestina em São Mateus do Maranhão, mas o processo é de 1999. Se eu for pagar uma pinga com limão que não bebi ao preço de dez anos atrás, não gasto mais que uma moeda de 50 centauros, não é verdade? O Ministério Público do Maranhão também investiga se ele é sócio oculto da distribuidora de bebidas Itumar, que comandaria uma rede de sonegação de impostos no Estado. Tendo bebida no meio, vamos fazer os mais rigorosos esforços para integrá-lo à equipe de produção de nossa gravadora", concluiu Furtado.

Por isso, filie-se e vote no Partido da Baixaria Nacional, o partido que canta de galo, pede rabo-de-galo, vai ao banheiro e encontra o copo vazio.

O segundo suplente de Edison Lobão é Remi Ribeiro (PMDB-MA), indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de peculato e responsabilidade, acusado de desvio de dinheiro e fraudes em licitações na Prefeitura de São Bento (MA). Pelo fato das irregularidades terem ocorrido há mais de 15 anos e o inquérito ter sido concluído apenas em 2005, Remi Ribeiro trucou: ""Isso é coisa que corre há 20 anos. Eu exerci um cargo lá uma época. Isso é coisa da oposição."

Nosso líder não se conforma. "Opa, como pode ser da oposição se eu não ganhei nada com isso? Afinal, o PBN é oposição da situação e oposição até mesmo da própria oposição, só beneficia o próprio partido e não faz alianças. À baixaria o que é da baixaria! Só os legítimos baixaristas instituirão a putaria com honra neste país! Onde essa porralouquice vai parar..."

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Regra três

Ligou?

Vai somando.

Em 3 de julho de 2007, Joaquim Roriz (PMDB-DF) renunciou ao cargo de senador, após acusações de corrupção, pressão e influência sobre liberação de recursos do Banco de Brasília (BRB) e participação direta em uma quadrilha voltada ao desvio de verbas públicas. A "Operação Aquarela", de 19 de julho de 2007, envolveu a Polícia Civil, a Receita Federal e o Ministério Público.

Somou?

A posse do suplente de Roriz, Gim Argello, estava então marcada para o dia 17 do mês seguinte. No mesmo dia, um documento de impedimento foi protocolado no Senado por conta de várias acusações sobre crime eleitoral, a serem julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. À época, outras denúncias contra Roriz ainda pipocavam pela imprensa, como a de suborno a juízes do Tribunal Regional Eleitoral, para amansar os processos contra ele relacionados às eleições de 2006.

Quanto deu?

Com a renúncia, Joaquim Roriz escapou de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. O processo apenas o tornaria inelegível até 2022. Roriz estaria safo se renunciasse antes de ser notificado pelo conselho. O então presidente do colegiado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que notificaria na quinta-feira, a tempo de Roriz encaminhar a carta de renúncia no dia anterior.

"São por essas razões que sou obrigado a tomar [essa decisão], por respeito ao povo do Distrito Federal. Prefiro acreditar na grandeza que se pode colher quem vive os fatos da história."
--- Joaquim Roriz, em julho de 2007


Corta!


(pausa)


Roosewelt Pinheiros/AE"Nossos comerciais, por favor!"


Ação!


Segundo pesquisa Band/Vox Populi, realizada entre os dias 31 de julho e três de agosto de 2009, Joaquim Roriz é o preferido entre os eleitores do Distrito Federal para assumir o governo local. Roriz lidera com 39%, seguido pelo atual governador, José Roberto Arruda (DEM), com 37%. Numa simulação em que o candidato petista é trocado (Geraldo Magela por Agnelo Queiroz), somado à inclusão de Maria Abadia (PSDB) no embate, Roriz alcança 40%, seguido por Arruda, com 36%. Sem Maria Abadia, Roriz chega aos 41%; José Arruda ainda em segundo, com 36%. Trocando o candidato do DEM (José Roberto Arruda por Paulo Octávio), o petista Queiroz assume a segunda posição com 15%, enquanto Joaquim Roriz arrebata 47%.

(risos em off da platéia)

"E o que estamos fazendo aqui parados neste buteco, fazendo fiado na cerveja, no torresmo e no cigarro? Vamos tomar o poder, que o bicho é loco, e o povo clama por nós, bando de bunda mole!", esbravejou Embair Furtado, presidente do Partido da Baixaria Nacional, erigindo os ânimos das fileiras pebenistas, com o punho em riste e pensando tratar-se a si mesmo de um novo messias, que não comete milagres, mas compreende os efeitos dos fenômenos cuja causa escapa à razão humana. "Nem te conto do porre que tomei ontem, ninguém botou uma fé. Foi algo que 'ultrapassa o poder da natureza e a previsão dos espectadores'", concluiu o guia baixarista, citando o tal do São Tomás.